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| Beira da estrada, chegando em Surubim-PE. |
Como sempre digo aos amigos: viajar é trocar a roupa da alma! Eu sei, é clichê, tá batido, mas é a verdade. Viajar nos muda de formas magníficas e inesperadas. E ás vezes nem é preciso ir tão longe. Talvez você descubra lugares que o tocam profundamente dentro de sua cidade e você já tinha batido o mundo e não tenha encontrado algo parecido. É muito pessoal. Eu já saí de casa para conhecer uma praia em outro estado e detestei a experiência. Por outro lado, já tive um passeio delicioso em uma praia urbana pertinho de casa e gastando menos de R$50,00 por dois dias de diversão. Pensando nessa questão de viajar ser algo bem pessoal, acho que é necessário contar um pouquinho do porquê da minha paixão por conhecer pessoas, lugares, histórias.
Bem, vamos lá!
Eu sou filha de dois pernambucanos que tiveram que sair de São Lourenço da Mata, cidade da Região Metropolitana do Recife, à procura de emprego no sudeste do país. Cheguei em São Paulo com 4 anos e nos instalamos no bairro da Cachoeirinha, na cidade de São Paulo. Naquela época viajar de avião era algo muito caro e ainda botava um bocado de medo nas pessoas. Viajamos de ônibus, daqueles tipo Itapemirim ou São Geraldo. Gente, são dois dias e meio dentro de um ônibus! Talvez tenha alguém aí jurando que jamais faria isso, mas deixa eu contar uma coisa: eu a-m-a-v-a! Primeiro por ter contato com tantos desconhecidos, tantas histórias diferentes (pra quem não sabe, depois de no máximo duas horas, as pessoas já estavam interagindo e abrindo suas vidas para espantar a solidão e matar o tempo, era uma loucura), segundo por que meus pais me deixavam ir na janela ( eu enjoava muito) e eu tinha a visão de cada lugar incrível ... era bom demais. Depois de nos instalarmos em São Paulo, meus pais fizeram o possível para uma vez ao ano voltarmos para Pernambuco, sempre de ônibus, sempre as paisagens, sempre as pessoas. Sair do friozinho e garoa de São Paulo e ir visitar a família era algo muito bom. Já experimentou a sensação de ir visitar parentes que moram longe? Eles vão te adular, vão estar disponíveis para te levar pra passear e fazer banquetes... Durou 7 anos. Meus pais decidiram voltar pra casa, tinham saudades da família e a violência os preocupava. Largaram empregos, venderam casa e logo fizemos nossa última viagem de ônibus em família.
Voltamos para São Lourenço da Mata e retomamos nossas vidas e depois de alguns anos meus pais se separaram. A saudade de pegar a estrada nunca me largou e por vezes me peguei fazendo planos para conhecer o mundo. Me agarrava com os passeios escolares, tentava aproveitar ao máximo cada lugar, suas histórias, as pessoas. As aulas de geografia eram um prato cheio para minha mente fértil, tanto que foi uma das opções do meu primeiro vestibular. Não passei!
Todo esse textão foi pra tentar fazer vocês entenderem que viajar, pra mim, é resgatar um pouquinho das lembranças de momentos tão bons. É me sentir livre. É fuga, também.Viajar ensina, acalma, desperta. Viajar vicia.
Hoje eu acordei com vontade de contar minhas experiências, que não foram muitas até agora mas foram bacanas, dar dicas, fazer roteiros novos e mostrar os antigos. Criei o blog pra isso. Espero que vocês curtam, me ajudem a melhorá-lo e que minhas dicas ajudem vocês.
Até o próximo!

Excelente, ficarei acompanhando cheio de boas expectativas. Vc planeja viagens como ninguém!
ResponderExcluirAdauto Neto, valeu pelo apoio! Sempre!
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