sábado, 29 de julho de 2017

Rio de Janeiro: roteiro de 4 dias gastando pouquíssimo na Cidade Maravilhosa


Muita gente pensa que conhecer outros lugares é algo caro e um luxo. Eu penso bem diferente. Caro é viver como uma árvore. O negócio não é ser rico, é ser paciente e cuidadoso na hora de planejar suas viagens. Dedicar algumas(ou muitas horas) planejando seu roteiro e as especificidades do seu destino podem te fazer economizar bastante. Foi assim na minha primeira viagem ao Rio de Janeiro. Vou contar um pouco da experiência pra vocês.

Os preparativos

Já fazia algum tempo que eu estava namorando o Rio, mas confesso que não era algo muito importante pra mim, até que apareceu um desses feirões de passagens e meu esposo decidiu comprar as nossas e aproveitar a oportunidade. Não era pra menos: pagamos R$170,00 cada um, ida e volta, saindo de Recife. E nada de voos de madrugada! Foi pela manhã, voo direto. A TAM deu um super presente pra nós! Compramos as passagens em maio, pra voar em agosto. Deu tempo de planejar, juntar um dinheirinho. Bom, na verdade só conseguimos planejar, a história do dinheirinho foi ficando pra depois, pra depois, pra deeeeeepois e quando o dia chegou estávamos com apenas R$500, para os dois.
A hospedagem teve que ser pensada para essa situação financeira: ser bem localizada, perto de parada de ônibus, metrô, pontos turísticos. Os bairros que mais recomendo são Copacabana (onde fiquei na segunda vez) e Flamengo. O bairro do Flamengo, que foi nossa escolha, é muito charmoso. Sem falar nas opções de lanchonetes, restaurantes e metrô e ônibus pertinho do hotel escolhido. Procuramos hospedagens pela Decolar.com e nos apaixonamos por um hotel bem retrô, o Augusto`s Paysandu. O hotel fica pertinho da praia e do centro comercial do bairro, foi construído no estilo Art Nouveau, já abrigou a seleção uruguaia e possuía boas recomendações. Eu achei o preço salgadinho para as outras opções do bairro, R$600,00 três diárias, mas eles parcelavam. Minha opinião: o hotel é bom, mas existem várias opções tão boas e baratas e que também parcelam.

A hora de preparar o roteiro foi um aperreio, pois eu queria conhecer o máximo de lugares possíveis e não dá. Aprendi uma das principais lições de um viajante: viajar com calma é a melhor opção, já basta o que corremos todos os outros dias. Pensando assim, procurei dar prioridade aos pontos de interesses mais próximos uns dos outros, evitando perder tempo com longos percursos. Decidimos conhecer apenas a região central e a zona sul. Só aí já tínhamos muitos destinos.
E chegou o dia!

1º Dia 

Chegamos no Rio por volta das 13h. Eu sabia que o Galeão era muito longe da Zona Sul, o táxi ficaria uma fortuna e nas minhas pesquisas descobri que um ônibus executivo fazia o translado até o Aeroporto Santos Dumont e de lá pegaríamos um táxi. Fizemos assim. Pagamos R$ 12  cada um. O percurso do ônibus nos fez refletir sobre uma coisa: o Rio é muito mais do que os cartões postais. O ônibus passou por regiões muito abandonadas da cidade, nos deixou até amedrontados. Depois foi chegando na parte mais rica da cidade e o cenário vai mudando, parecia uma maquiagem pra turista ver. No Santos Dumont, pegamos um táxi para o Flamengo, pagando cerca de R$15,00.Nisso já perdemos umas duas horas, pois tinha muito trânsito. Deixamos as coisas no hotel e saímos para começar a explorar a cidade. Primeiro fomos conferir a orla do Flamengo e depois de algumas fotos, seguimos com o passeio pelo bairro. Jantamos por alí pertinho, na Garota do Flamengo, uma ótima pizzaria com preços honestos.


2º Dia
Café da manhã reforçado para economizar nos lanches. Foi o dia da caminhada. Longa caminhada.  Saímos do hotel e fomos para o Parque do Flamengo, observando a Baía de Guanabara, O morro da Urca. Começamos a caminhar e logo estávamos em Botafogo. Optamos por não ir ao Pão de Açúcar, pois achamos que a experiência no Corcovado seria melhor e queríamos economizar.
No Parque do Flamengo



Em Botafogo pegamos um ônibus para Copacabana e descemos bem atrás do Copacabana Palace.


 Caminhamos pela orla e consultamos um guarda sobre a distância para chegar na Lagoa Rodrigo de Freitas . Como o guarda informou que dava pra ir a pé, fomos caminhando, caminhando, caminhando... Gente, foi muita caminhada, não recomendo. Melhor pegar outro ônibus. Lá na Lagoa tinha muita gente, muitas atividades esportivas, o lugar muito bonito. Vale a pena conhecer. Fizemos um lanche, ficamos observando as pessoas, a lagoa, o Rio. Era um sábado e nos pareceu que os cariocas gostam de aproveitar os fins de semana para atividades ao ar livre.



 Quando já nos sentíamos revigorados, voltamos aos nossos planos. De lá retomamos nossa caminhada, dando a volta na Lagoa até o Jardim Botânico. Taí outro lugar que superou minhas expectativas. Fiquei apaixonada pelo lugar. Paguei uma entrada de R$7,00 e tive umas das melhores experiências da viagem lá dentro. Aviso logo: é muito extenso, reserve metade do dia. O tempo inteiro você se depara com cascatas, árvores exóticas e nativas, e animais silvestres. Um passeio delicioso. Cenários deslumbrantes lá dentro e uma lojinha de souvenir na saída.











Voltamos ao hotel, mas logo decidimos sair e ir conhecer o Centro.
 Pegamos um metrô e fomos para o Centro do Rio, descemos na Cinelândia, acho que não passamos 10 minutos no percursoParamos um pouquinho para contemplar o Teatro Municipal, a Câmara de Vereadores, a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.  

Era um sábado à tarde, estava um pouco nublado e a região já começava a ficar vazia, então decidimos ir logo ao bairro da Lapa. Foi uma caminhada curta, em 5 minutos estávamos lá.

 O local tinha policiamento, como na maioria dos pontos turísticos da cidade. Nos sentimos seguros para tirar fotos e contemplar o local, famoso pelos arcos. De lá seguimos para a Escadaria Selarón que estava lotada de turistas, foi difícil tirar uma foto boa. O lugar é lindo e nos faz pensar no trabalhão que deu ao artista.
Voltamos para a Cinelândia e fomos até o Museu Nacional de Belas Artes, que por sorte estava com entrada gratuita.O museu foi meu achado do dia, pois ele é muito mais do que eu esperava. Muito lindo.




 Fomos jantar no McDonald´s que tinha ali perto e depois fizemos o mesmo percurso da ida, agora de volta ao hotel.

3ºDia

 No terceiro dia tomamos café e fomos até o Largo do Machado, caminhada de 10 minutos. De lá pegamos um ônibus até o Cosme Velho. O ônibus nos deixou na porta do Trem do Corcovado. O ingresso custou R$50,00 por pessoa. Tinha uma fila pra chegar no trem e fomos logo alertados que a visibilidade não estava boa e um monitor logo acima da bilheteria mostrava imagens lá de cima. Achei muito legal, pois o turista decide se quer arriscar ou não. Nós queríamos.
A subida do morro, em meio à Floresta da Tijuca, já era um espetáculo. Vez ou outra nos deparávamos com a paisagem lá de baixo. Eu fui ficando ainda mais ansiosa. Quando o trem para lá em cima, você escolhe entre escadas ou elevador, lembrando que para o elevador tem mais fila. A ansiedade era tanta que fomos de escada.
Lá em cima estava frio e as nuvens tomavam conta.

Quando terminamos a subida, sentimos uma baita emoção. Mesmo entre nuvens, era possível ver a cidade, ver a vista de cartão postal. Acontece que teríamos aproveitado mais se a visibilidade estivesse boa. Aconselho você a ficar de olho no tempo e só subir ao ter certeza do bom tempo. Ficamos um tempão contemplando. Até deu tempo do meu marido assistir uma missa, pois tem uma capelinha aos pés do Cristo.

Na volta almoçamos em um restaurante pertinho da entrada do Corcovado. Também tinha feito um lanche lá em cima, mas achei caríssimo, não recomendo. Assim como também não recomendo comprar lembrancinhas na lojinha de lá, nem nas do entorno. Tudo muito caro, na verdade o dobro do que pagamos em outra loja do centro.
Depois do almoço, fomos até a Praia de Copacabana, tiramos fotos com a estátua de Drummond, caminhamos até o Arpoador e ficamos um bom tempo sentados por lá. Como eu disse antes, estava nublado, não daria pra ver o sol se pôr e voltamos para o hotel um pouco antes do previsto, o que acabou sendo muito bom, pois já deixamos a maioria das coisas arrumadas para a volta pra casa.




Jantamos no restaurante do hotel. Pedimos um prato individual, muito bem servido, dava pra três. Pagamos R$37,00 com bebida.
Se você está se perguntando em qual dia eu fui curtir as praias, vou te contar uma coisa muito importante: eu estava me recuperando de uma pneumonia. Dias antes da viagem eu adoeci, deu trabalho ficar boa e eu não queria arriscar. O tempo realmente estava bem fechado no Rio, a água do mar gelaaaada. Foi por esse motivo que você também não encontrou programação para as noites ;)

4º Dia
Tomamos café cedo e pegamos um metrô em direção ao Centro do Rio. Fomos na Confeitaria Colombo. Que delícia!! Tudo que eu tive a oportunidade de comer aqui foi gostoso. A decoração do lugar tem um glamour! Estava me sentindo uma senhorinha daquelas novelas de época da Rede Globo, andando pela Rua do Ouvidor, entrando na Colombo.


Como estávamos com pressa, pedimos pra levar. Fomos andar no SAARA, que não tem nada a ver com o deserto, significa Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (ainda bem que abreviaram). Comprar as lembrancinhas da viagem aqui foi muito em conta. Você encontra de tudo. Recomendo.
Voltamos para o hotel, pedimos um táxi, pegamos nossas coisas, que já estavam arrumadas, fomos até o Santos Dumont e de lá pegamos aquele mesmo ônibus executivo. No caminho fui comendo as coisas da Colombo e morrendo de raiva por não ter comprado mais.
Estava um super trânsito, fomos fazendo o chec-in no ônibus e quando chegamos no Galeão só faltava 10 minutos para o avião decolar. Nós atravessamos o saguão correndo. Quando chegamos no balcão da TAM, eles foram logo perguntando se éramos do voo do Recife, estavam nos esperando. Só colocaram lacre nas mochilas e nos mandaram pro avião. Foi uma loucura e nunca nos esqueceremos.
Bom, a viagem foi ótima e ainda voltei pra casa com R$100,00. Só usei o cartão de crédito para alimentação em restaurantes, o que deu menos de R$200,00 . No total:
R$600 hospedagem ( parcelamos)
R$340,00 passagens ( parcelamos)
R$400,00 ( dinheiro)lanches, lembrancinhas, locomoção, entradas
R$200,00(cartão) Alimentação= R$1.540,0= R$770,00 por pessoa.
E olha que se tivéssemos escolhido uma hospedagem mais baratinha, daria pra termos economizado mais.
Eu voltei ao Rio um ano depois, com a minha irmã e economizamos ainda mais. Em um outro momento eu conto pra vocês. Por hora, quero que vocês revejam essa questão de que viajar é caro. Depende do que você está procurando. Se é só um lugar confortável pra dormir, não precisa ser um resort. Se quer economizar,  locomover-se como um local vai ajudar muito. Eu consegui economizar ao andar de ônibus, fazer refeições mais baratas, e os passeios eu fiz por conta própria, dando prioridade aos mais simples. Se você chegar ao hotel antes do horário de Chec-in, peça pra guardarem a sua bagagem e vá passear. Se você quiser passear, mas quando voltar a diária já terá terminando, não pague uma diária extra, é só deixar sua mala já pronta com a recepção. Consulte os hotéis sobre a possibilidade de fazer isso. Monte sua viagem com calma, aos poucos, planeje-se. E mesmo planejando, algumas coisas podem sair diferente do que você queria. Não desanime. Acontece com frequência, você viu aí em cima: não juntei dinheiro como queria e quase perdi o avião, fui ao Cristo num dia nublado, não aproveitei a praia por conta do frio, nem a noite carioca por conta da doença. O bom é pegar o que você tem em mãos e aproveitar como possível.

Espero que tenham gostado.
Beijos
Deixem comentários.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Região Metropolitana do Recife: 50 dicas de passeios legais.


É muito comum escutar amigos reclamando que Recife e RMR têm poucas opções de lazer. NÃO É VERDADE!  Temos muitas coisas boas por aqui, e se você for analisar, muitas delas estão perto de você. O que falta as vezes é divulgação, transporte eficiente, segurança e disposição para conhecer ou (re)conhecer alguns lugares. Dá uma conferida nas dicas abaixo. São 50 lugares. Dá pra você ir pra um lugar diferente todo fim de semana. E se quisermos dá pra acrescentar mais, só não o fiz pra não ficar repetitivo e se você observar direitinho, algumas atrações estão recheadas de outros lugares a serem explorados. Repense essa história de supervalorizar o que tem lá fora se você ainda nem se deu ao trabalho de conhecer ou dar outra chance ao que temos aqui.

1º Instituto Ricardo Brennand- Recife

2ºOficina Francisco Brennand- Recife

3º Recife Antigo

  • Paço do Frevo
  • Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda e Recife
  • Marco Zero
  • Caixa Cultural
  • Centro de artesanato
  • Cais do Sertão
  • Torre Malakoff[
  • Sinagoga Kahal Zur Israel
  • Centro Cultural dos Correios
  • Museu Afro-Brasil
  • Igreja da Madre de Deus

4º Catamarã pelas pontes do Recife

5º Recife Assombrado: Tour pelos pontos mais assombrados da capital pernambucana

6º Pracinha de Boa Viagem- Recife

7º  Sítio Histórico de Olinda

  • Museu de Arte Sacra
  • Mosteiro de São Bento
  • Alto da Sé
  • Observatório
  • Convento de São Francisco
  • Igreja da Sé
  • Museu Regional de Olinda
  • Igreja do Carmo
  • Museu de Arte Contemporânea
  • Igreja do Rosário dos Pretos

8º Arena de Pernambuco- São Lourenço da Mata

10º Zoológico Dois Irmãos- Recife

11º Mercado da Boa Vista- Recife

12º Ilha de Itamaracá

  • Forte Orange
  • Vila Velha
  • Lagoa Azul

13º Museu do Homem do Nordeste- Recife

14ª Engenho Massangana- Cabo de Santo Agostinho

15º Lagoa Azul- Jaboatão

16º Trilha em Aldeia - Camaragibe

17º Parque da Jaqueira- Recife

18º Itapissuma

20º Sítio Histórico de Igarassu

21º Praia de Maria Farinha

22º Trilha em Abreu e Lima

23º Coroa do Avião- Itamaracá

24º Mangue Seco- Paulista

25º Bar do Paraíso- Camaragibe

26º Espaço Ciência- Olinda

27º Museu da Cidade do Recife

28ºCentro gastronômico da Brasília Teimosa- Recife

29º Parque das Esculturas- Recife

30º Reserva do Paiva- Cabo de Santo Agostinho

31º Trilha em Vila Nazaré- Cabo de Santo Agostinho

32º Gaibu e Enseada dos Corais- Cabo de Santo Agostinho

33º Jardim Botânico do Recife

34º Casarões Históricos de Moreno

35º Moreno Aqua Parque

36º Muro Alto- Ipojuca

37º Porto de Galinhas - Ipojuca

38º Maracaípe- Ipojuca

39º Serrambi- Ipojuca

40º Cine Royal- São Lourenço da Mata

41º Teatro Santa Isabel- Recife

42º Palácio do Campo das Princesas- Recife

43º Casa da Cultura- Recife

44º Museu da Abolição- Recife

45º Praia de Boa Viagem- Recife

46º Espaço Ciência- Olinda

47º Igrejas Históricas no Centro do Recife

48ºTrilha em Dois Irmãos- Recife

49º Barragem de Tapacurá- São Lourenço da Mata

50ºÁguas Finas- Camaragibe

Nem todos os lugares acima eu já conheço, mas a maioria. Por isso e para te inspirar vou ficar postando no blog algumas das experiencias.
Coloque as suas também. Nos ajude a aproveitar melhor o que temos aqui pertinho.

Beijão, até o próximo!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Taquaritinga do Norte- PE: Friozinho no meio do Agreste pernambucano.

Pra quem mora na Região Metropolitana do Recife, como eu, passar frio é uma raridade. Por aqui até que chove bastante, principalmente de março à agosto, mas o calorão  e a sensação de abafado depois das chuvas é muito comum por aqui. Fora isso, calor e sol o resto do ano. Tentando fugir do calor e querendo conhecer um lugar diferente, fomos até Taquaritinga do Norte, distante 198km do Recife.
Taquaritinga do Norte é uma cidade encantadora encravada no meio da Serra da Taquara, logo acima da Cidade de Vertentes. Por conta da altitude(785mt no Centro e 1.200m no topo da Serra), Taquaritinga consegue ter um clima ameno durante o ano todo com temperaturas na média  dos 20º durante o dia e 17º durante à noite, já chegando aos 10º em noites de inverno rigoroso.
A população da cidade é pequena, cerca de 25.000 habitantes, contando com os distritos, sendo ótima para passar uma tarde.

A experiência:
Estávamos passando uns dias em Surubim, também no Agreste, e decidimos sair após o almoço para conhecer a cidade de Taquaritinga, distante 55km aproximadamente. Estávamos no mês de maio e a temporada de chuvas na região já estava começando, o que possibilitou uma paisagem muito diferente na região: o verde tomava conta do lugar! Saímos por volta das 14:00h. A viagem de carro até Taquaritinga foi muito tranquila, a estrada é boa e a subida da serra tem uma vista linda( dá até medo). A cidade está lá entre as montanhas, não sendo possível vê-la das cidades vizinhas. O clima estava muito agradável, a cidade super arborizada e muito limpa. Deixamos para conhecer o Centro na volta e seguimos logo para a principal atração: Rampa do Pepê. A cidade possui outros mirantes, mas esse é o mais badalado. É muito fácil chegar lá, é só subir a ladeira principal da cidade, vai passando pela praça, pela igreja, pela prefeitura e vai subindo e se orientado pelas várias placas no caminho. Você vai subindo pela serra até o topo. A temperatura e os ventos vão aumentando. Teve uma hora que o asfalto acabou e seguimos por uns 5 minutos em estrada de barro. Na parte de barro a viagem ficou um pouquinho de nada mais difícil. É com as chuvas a estrada não estava tão boa, tinham muitos buracos e a estrada era estreita, com abismos enormes. Deu muito medo! Sorte que o motorista era muito bom. Minha sugestão: vá no verão.

Chegando lá em cima, muitos carros e motos no estacionamento. O vento fazia muito barulho nas árvores. As nuvens encobriam e descobriam a paisagem lá embaixo. Pessoal, é muito alto! O mundo é tão pequenininho de lá de cima. E o vento fez a sensação térmica ir para os meus pés. Não sei quantos graus fazia, mas era um gelo só.
A rampa é um local para a prática de parapente, que está proibida,por enquanto, depois de um acidente com morte. O nome é uma homenagem a um praticante do esporte que morreu em um acidente.
Vista da Serra da Taquara
Rampa do Pepê
Quando a ventania e o frio começou a incomodar( eu não acreditava que fosse realmente frio, por isso não fui agasalhada), resolvemos descer pra cidade.
Voltar pela estradinha de barro foi tão assustador quanto a subida. Só me tranquilizei quando chegamos no asfalto.A temperatura no centro era bem agradável, pois ele fica protegido pelas montanhas. O centro da cidade é bem arrumadinho. Caminhamos pela praça principal, lanchamos e conversamos com o Sr. Antônio, que é vigilante do Banco do Brasil, jardineiro da praça e vendedor de algodão doce. Tudo ao mesmo tempo! E ele contou cada história...




Paguei r$2,00!










Na praça tem um termômetro, ele marcava 19º. Já escurecia quando decidimos ir embora. 
Foi uma tarde bem agradável. 
Quando quiser experimentar um pouco de tudo que eu citei, dá uma escapulida alí pra Taquaritinga!



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Recife e Olinda em 4 dias: o que fazer?

Alto da Sé em Olinda, ao fundo Recife
Se você está de passada pelas cidades de Recife e Olinda, não deixe de conferir as dicas do roteiro abaixo. Se for morador das redondezas, tá mais do que na hora de dar uma conferida no que as cidades têm para oferecer. Lembre-se que tem muita gente vindo do outro lado do mundo para conferir o que você tem no quintal de casa. Eu moro na região metropolitana do Recife e não canso de admirar tanta beleza, por isso, nada mais natural que começar os posts sobre lugares do que falando das belezas da minha terra. Vamos lá!
As cidades
Pra começar você precisa saber que as cidades são coladas e muitas vezes se confundem. Ambas muito movimentadas, populosas e muito ricas em cultura. Cidades históricas que carregam as origens da identidade cultural pernambucana e são um deleite para os amantes de história, sociologia e arte. Qual a mais querida? Difícil responder. Cada uma com seus encantos. Em Recife há trens e terminais integrados para facilitar sua locomoção. Aqui no blog eu sempre sugiro a opção mais barata e segura do meu ponto de vista. É possível fazer passeios entre as duas cidades usando só o transporte público, mas nem sempre é seguro, então vou sugerir que alguns momento você pegue um táxi ou uber.

Como Chegar?
Se estiver vindo de avião, você pousará no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes, também conhecido como Aeroporto Gilberto Freyre. De lá você pode pegar um táxi para Olinda (nosso primeiro destino) o que costuma ser caro, ou sair e pegar um ônibus na parada em frente ao aeroporto.
Se preferir, pode alugar um carro dentro do próprio aeroporto, mas adianto que não será tão vantajoso para os percursos em Olinda, pois dá pra fazer tudo à pé tranquilamente( lembrando das ladeiras rsrsrs). Planeje-se.

Se estiver de carro vindo de outro Estado, é fácil se locomover pelas placas e sempre é possível pedir informações ( não tenha vergonha).
Também temos em Recife o TIP( Terminal Integrado de Passageiros) nossa rodoviária, bem servido de ônibus para vários locais do Brasil. Telefone do TIP:3207-1088, funciona 24horas.

Bom, vamos ao roteiro.

1ºDIA- Olinda


Olinda é aquela irmã mais velha cheia de histórias pra contar. Recomendo que você fique em uma das muitas pousadas do sítio histórico, pois ficará pertinho dos principais pontos turísticos, já fazendo aquela economia e sem perder tempo em ônibus lotados e inseguros ( nosso sistema de transporte de passageiros é ruim).
Para curtir Olinda é necessário ter disposição,água e protetor solar. Nosso clima é bem quente e as ladeiras podem te deixar boquiaberto. O roteiro foi preparado pensando em viajantes como eu, querendo conhecer o máximo de lugares, por isso não se assuste com a quantidade de locais a serem visitados. Veja as suas prioridades e interesses. Talvez queira se demorar mais em um lugar que em outro. Outra coisa, o roteiro foi pensado para início pela manhã. Se você chegou em outro horário faça ajustes.
Tome um café da manhã reforçado, abuse do protetor solar, roupas leves e confortáveis e siga para a Praça do Carmo. Já na praça, você poderá contemplar a beleza da Igreja do Carmo e se estiver aberta, entrar para conhecer umas das igrejas mais ricas de Olinda. A praça é bem arborizada e tranquila. Quando sair da igreja, siga pelo lado esquerdo da praça, você vai subir uma pequena escadaria após o lago e seguir para o nosso próximo destino: Mosteiro de São Bento. Após subir a escadaria e caminhar pela rua em frente, você irá se deparar com o prédio da Prefeitura de Olinda, lá há guias credenciados que podem contar a história de cada lugar e dar um certo conforto ao turista, mas não é algo extremamente necessário. A primeira vez que fui passear em Olinda, só precisei de um mapa retirado do Google Maps, estava com 45 alunos e nos viramos muiiiito bem. O guia vai te informar melhor e te dar mais segurança, o problema é que pode sair caro. Converse com um deles antes, mas não se engane,dá pra fazer sem.
Da prefeitura já é possível ver o Mosteiro de São Bento. Sempre tem um guia fixo na porta do mosteiro, pronto para contar a história do lugar em troca de uma contribuição ao final da explicação. Eles usam uma camisa vermelha e contam coisas surpreendentes sobre o local. Nos domingos, há uma missa no mosteiro com direito à canto gregoriano. Dizem que é como escutar os anjos cantando! Se for um domingo, não deixe de conferir. Eu ainda tenho que ir rsrsrs.

Interior do mosteiro de São Bento.

Quando levo meus alunos para Olinda, eles sempre falam que eu coloco muitas igrejas no roteiro. Se você já está se perguntando isso, aí vai o motivo: Olinda tem um acervo belíssimo de arte barroca ( eu sou professora de Arte e Língua Portuguesa)! A cidade é tombada pela Unesco e mantém uma boa conservação dos prédios históricos do período colonial. É um museu ao ar livre. Aqui se respira história, cultura e arte. 
Ao sair, siga pela Rua de São Bento e vá caminhando. Você vai passar pela casa do nosso ilustríssimo Alceu Valença, local disputadíssimo no carnaval. Acho que não citei, mas o carnaval de Olinda é muito animado, o sítio histórico fica lotado e  as hospedagens mais caras. Se quiser agito, o carnaval é a melhor época do ano. Se quiser sossego e conhecer Olinda com calma, sem pagar mais caro, procure outras datas. Voltando ao nosso roteiro, vá observando o casario. Vez e outra vai notar que muitos artistas escolheram Olinda para montar suas oficinas. Em menos de 5 minutos de caminhada após a prefeitura, você estará  pertinho do Museu do Mamulengo e do Museu de Arte Contemporânea. Escolha um ou os dois. Ambos cobram entrada, da última vez paguei R$3,00 e R$5,00 respectivamente.
Continuando na Rua de São bento, chegamos ao Mercado da Ribeira e às Ruínas do Primeiro Senado de Olinda. No Mercado é possível encontrar um sortimento de artesanato e fazer uma parada.
Continuando pela rua de São Bento, você vai chegar aos Quatro Cantos, de lá siga para a rua do Amparo. Siga por cerca de 2 minutos ( alguns pontos turísticos são bem próximos) e entre no Museu Regional de Olinda, lá você vai entrar em uma casa do período colonial, ainda mobiliada e conhecer a história do lugar. Vale muito o passeio. A entrada  custava R$5,00.
Quando sair do museu, continue seguindo a rua e já de olho em um lugar para almoçar. O Beijupirá é muito bem recomendado, mas é meio salgadinho pro meu bolso. Tem outras opções se você for seguindo em frente. Vai chegar no Largo do Amparo. Depois de almoçar, suba pela Saldanha Marinho, lá tem um belo mirante. Continuando a subida, vai encontrar a Igreja da Misericórdia, que não tive a oportunidade de visitar ainda, pois estava em reforma todas as vezes que tentei.
Já estamos no Alto da Sé, lugar de vista incrível e lojinhas de artesanato bacanas. Aqui temos o Observatório ( só abre depois das 16h), o Museu de Arte Sacra, e o mirante da Caixa D´àgua. O museu cobrou uma entrada de R$5,00 na época e o mirante foi R$7,00.
Depois de conferir as sugestões acima, é hora de dar uma olhada em  uma das vistas mais lindas do passeio, a Igreja da Sé. O prédio da igreja é bem mais novo do que os outros já visitados e não tem todo o glamour do Barroco, mas é um lugar que realmente dá paz. Talvez pelo silencio, pelo vento entrando, ou pela amplidão do espaço, esse se tornou um dos meus locais preferidos do passeio.


Igreja da Sé
Passando por uma portinha lateral da igreja, chegamos ao mirante . De lá podemos ver o mar, parte da cidade e o belíssimo  Convento de São Francisco de Assis.
Vista para o convento, na lateral da Igreja da Sé
Quando sair da Igreja da Sé, siga pela Rua Bispo Coutinho, Entre na Rua de São Francisco e em menos de 2 minutos estará na porta do Convento. A entrada custou R$2,00 na época. Tem uma lojinha de artigos religiosos no local, bem baratinha. Ideal para aquele souvenir econômico. Ao passar pela lojinha, vai sair em um pátio, no lado esquerdo está, o que na minha opinião ( lembrando que eu sou a louca do Barroco) é o auge do dia: Capela de Nossa Senhora das Neves.
É UMA OBRA LINDA!!!
A igreja foi exageradamente adornada. Do teto ao chão. As talhas de de madeira revestidas de ouro denotam todo o esplendor da arte barroca. É coisa de ficar meia hora olhando pra cima. Amei.Fiquei tão besta que esqueci até de tirar foto do lugar.
Voltando para o pátio, é hora de admirar as paredes, revestidas com azulejos portugueses. Lindo demais.
Há nos fundos do convento um jardinzinho muito charmoso e um mirante. Perto do mirante há um relógio solar e um cruzeiro. O local rende fotos incríveis. Só registrei na mente . Pra sempre.
Fim de passeio, mas não do dia. Procure um dos restaurantes legais da orla e contemple a vista e os sabores de Olinda. Não aconselho o banho de mar ou caminhar na areia, as praias de Olinda são muito sujas.

2ª DIA- Recife


Volte para Recife na manhã seguinte. Escolha um hotel na área de Boa Viagem, pois são muitas opções de hospedagem, alimentação, e transporte na região. Tire a manhã para conhecer a praia, tomar um caldinho na areia e se aventurar no mar, mas só nas áreas com arrecifes e só até a cintura, lembre-se: temos tubarões! Mas não precisa ficar assustado, temos um barco da UFRPE monitorando os danadinhos. É só seguir as dicas de segurança dos guarda- vidas que ficam na praia.
Praia de Boa Viagem(TripAdvisor)

Retorne ao hotel, troque de roupa ( pode até ser aquela mais bonitona que você trouxe na mala para alguma ocasião especial, pois a ocasião chegou) e vá até o Instituto Ricardo Brennand. A minha sugestão é que vá de ônibus mesmo( Joana Bezerra Boa Viagem, Metrô até Estação Barro, pegar Barro/ Macaxeira e descer na Praça da Várzea) você só vai pagar R$3,20 por todo o trajeto até a praça. Na praça, você pega um táxi até o instituto por menos de R$10,00, combine com o taxista a volta, se puder gastar um pouquinho mais, pois na volta os ônibus estarão ainda mais cheios por conta do horário.
O Instituto parece um castelo medieval e é composto por vários prédios, nem todos abertos ao público. Lugar lindo desde a entrada, cheia de palmeiras. Essa pegada medieval é o charme do lugar. Aqui temos uma coleção de adagas, armaduras e objetos medievais. No acervo também é possível conferir um Museu de Cera, uma exposição do Brasil- holandês, muitos objetos do Barroco e obras do Renascimento e uma pinacoteca. É coisa de passar a tarde inteira. Entrada R$20,00 inteira.
Com minha irmã em 2011
Interior do Castelo de Armas

Se for uma domingo á noite, sugiro que você vá até a Pracinha de Boa Viagem, e se delicie andando na feirinha de artesanato e experimentando as delícias que são vendidas por lá, principalmente as tapiocas.

3º Dia- Recife Antigo

O bairro do Recife Antigo recebe esse nome por se tratar de uma área histórica, realmente antiga, mas bem conservada. É claro que, como em qualquer outra metrópole, existem sim áreas que precisam de atenção do poder público. A região possui edificações da época holandesa no Brasil e nos mostra a importância que Pernambuco detinha na época.
O mais legal do Recife Antigo é a proximidade da maioria dos espaços culturais, o que possibilita conhecer muita coisa bacana sem o desgaste de andar muito.
Chegar ao Recife Antigo é muito simples, dependendo de onde esteja hospedado, você pode vir de ônibus ou táxi, se preferir pode ficar na estação central do metrô e se informar por lá. Se tiver disposição o trajeto também pode ser feito á pé.
Começamos nosso tour pela Praça do Arsenal. A praça tem um chafariz muito bonitinho e recebe este nome por estar localizada em frente ao Arsenal da Marinha.



Em frente à praça temos um Museu Aberto, com escavações que descobriram bases e ruas abaixo do Recife atual, mostrando o quanto a cidade é antiga e foi sendo aterrada.

 Ainda tomando a praça como referência, avistamos a Torre Malakoff, antiga entrada do porto do Recife, local que tem no nome inspiração russa. A torre abriga uma exposição permanente que conta a história do local, além de exposições esporádicas de artistas locais e internacionais. Aqui também funciona um observatório, que tem entrada gratuita e funciona aos domingos.
Torre Malakoff

Do outro lado da praça em um imponente casarão branco, temos a estrelinha da Praça do Arsenal, o belíssimo Paço do Frevo. O local é super cheio de energia, com música ambiente e recheado de atividades. Aqui temos visita guiada, aulas de dança e música, brincadeiras e exposições. Tudo isso para homenagear o frevo, ritmo que embala nossos carnavais e é um patrimônio imaterial do povo pernambucano. A entrada custa R$10,00.
Esse é um daqueles espaços cuidadosamente pensados para atrair a atenção dos visitantes. São paredes, chão e teto decorados. Já imaginou três andares disso? É lindo!
Logo na entrada temos um café super charmosinho, onde você pode se deliciar e contemplar a vista dos janelões do Paço. No térreo o visitante confere o espaço destinado a contar a história do frevo ao longo dos anos. Você pode conversar com os mediadores presentes em cada sala. O paço tem elevador, mas experimente subir pelas escadas. No primeiro andar, temos exposição e salas de aula, para os cursos de frevo( dança e música). Subindo ao terceiro andar, encontramos um ambiente maravilhoso de janelões de vidro, que descortinam a vista do bairro. No chão estão expostos os estandartes dos blocos de carnaval de Pernambuco.


Saindo do Paço, é hora de conhecer a Rua do Bom Jesus ou antiga Rua dos Judeus.
Para conhecer a história da rua, repleta de casarios antigos, vá até a Sinagoga Kahal Zur Israel, onde também ficará conhecendo a história da fundação da Cidade do Recife e pouquinho sobre a cultura judaica. A Sinagoga é um dos prédios mais antigos de Recife e foi a primeira sinagoga das américas. A entrada custa R$15,00.




 No térreo você vai conhecer as escavações que revelam a história do lugar . No segundo andar fica a sinagoga propriamente dita. Nas paredes existem orações com pedidos, lembrando o Muro das Lamentações de Jerusalém, e ao cento uma Torá. É neste espaço que o mediador explora mais a cultura judaica, tirando dúvidas e quebrando preconceitos. Local incrível.
O sagrado

Depois da sinagoga é hora de dar uma entrada rápida na Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda e Recife, duas casas depois da sinagoga. Lá você conhece alguns dos bonecos que fazem a alegria do carnaval e pode se fantasiar com as peças disponíveis no local.


Parada para almoço em um dos restaurantes ao redor da Praça do Arsenal.

Após o almoço siga pela Rua do Bom Jesus, vá em direção ao Marco Zero e entre na Caixa Cultural. Aqui você confere exposições itinerantes, e uma permanente no primeiro andar. A entrada é gratuita.
Caixa Cultural

Vá até o Marco Zero. Admire o local. Admire a vista.
O Parque das Esculturas ao fundo
Marco Zero para todas as terras de Pernambuco


Daqui saem barquinhos até o outro lado, ao Parque das Esculturas. A passagem é baratinha, R$5,00 ida e volta. Lá você vai conferir de pertinho as obras de Francisco Brennand, parente do proprietário do Instituto que você vistou no segundo dia. Ao retornar ao Marco Zero, entre no Centro de Artesanato e dê uma olhadinha.

Ao sair de lá, caminhe ao lado do Centro de Artesanato  e já avistará o Cais do Sertão. A entrada para o Cais é R$10,00. Este é o espaço certo para quem não vai ter tempo de conhecer o interior do estado. Aqui você vai ter uma noção do que era o sertão antes e de como é agora. No local temos exposição de  sertanejos famosos, como Luís Gonzaga, vídeos, casinhas cenográficas, sala de imersão, estúdios de som... O espaço é enorme e está sendo ampliado. Muita coisa pra se fazer por aqui e se for procurar os educadores espalhados pelo local, você vai ouvir tanta coisa interessante que não vai sair tão cedo.




Fim do passeio, pelo bairro, mas não fim do dia. Aproveite que está por aqui e vá até o Paço Alfândega. A caminhada é de cerca de 15 minutos, mas vale a pena. No caminho para o Paço Alfândega, se a Igreja da Madre de Deus ainda estiver aberta, entre! É uma das mais bonitas da capital pernambucana.
No Paço Alfândega você poderá procurar uma entre as diversas opções e jantar por aqui. Meu conselho é voltar ao hotel de táxi ou uber.

4º Dia- Área Central do Recife
Tome um café da manhã reforçado e preste atenção nas dicas abaixo:
Roupas leves
Protetor solar
Não levar objetos de valor
Não se distrair demais
O passeio é à pé, melhor forma de se locomover no centro.

O centro do Recife é lindo, mas também é preciso ficar ligado. Isso é triste, pois ninguém quer ir passear num local precisando ficar super atento. O bom de viajar é relaxar! São tantas coisas legais na área central que não dá para deixar de conferir, é só não dar tanta bobeira como sair com os celulares presos ao pescoço(também vale para câmeras) ou na mão. Vá mais simples.
Partimos da Casa da Cultura. O local que no passado foi uma prisão, hoje é um centro de artesanato lindo. Cada cela é uma loja. Aqui você encontra muita coisa legal pra aquela lembrancinha.
Casa da Cultura ( Foto do Google)




Depois siga até o teatro Santa Isabel, às margens do Capibaribe e um dos cartões postais do Recife. Confira a programação do teatro, talvez tenha sorte e consiga acompanhar algum espetáculo ou esteja aberto pra visitas.
Interior do Teatro de Santa Isabel( Foto do Google)
 Siga até a Rua da Aurora, de lá siga até a Rua da União e Conheça o Espaço Pasárgada, local onde viveu parte da infância o grande Manuel Bandeira. De lá, siga para a Faculdade de Direito do Recife, uma das primeiras do Brasil. Aproveite se tiver disposição para caminhar pelo Parque 13 de Maio. Minha sugestão é almoçar por aqui mesmo, no Puxinanã Cozinha Nordestina, na lateral do Parque.
Depois do almoço, siga pela Ponte Princesa Isabel e vá até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano. O palácio tem visita guiada, consulte a programação. Contemple a Praça da República e de lá siga para a Capela Dourada, dentro do Convento de São Francisco. O Barroco mais uma vez vai dominar a área por aqui.

Interior da Capela Dourada( foto do Google)
Outra opção é caminhar até a Matriz de Santo Antônio. Depois disso, chegou a hora de visitar o nosso famoso Vuco-vuco, ou o bairro de São José, onde se vende de tudo e baratinho. A primeira parada é na Basílica da Penha, que acabou de ser reformada e está um espetáculo. Da última vez que fui fiquei encantada, mas achei muito triste a entrada, pois tinham muitos pedintes e enfermos nas escadarias, mas nada que seja perigoso. O local é até bem policiado. Sempre tem uma viatura ou dupla de PM´s por perto.
Basílica da Penha( Foto do Google)

Ao sair da Basílica vá até o Mercado de São José. Tem de tudo aqui dentro.
Daqui volte para o hotel e descanse. Eu sei, exagerei nas atrações rsrsr!

Lembrando que esses locais são sugestões. Você pode adequar o roteiro aos dias, condições financeiras e disposição ou interesses. O que vale é curtir.  Também não esqueça de checar a os locais antes de visitar, pois preços mudam, programação também. O roteiro não foi pensado só para quem está de passagem, quem é daqui também pode e deve fazer.
Se você tiver uma experiência legal em um desses lugares ou em outros que tenham ficado de fora, coloca aí nos comentários. Partilha com a gente.
Espero que tenham gostado!

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